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Da Bacia do Rio Grande a Bacia do Rio Corrente

04 de outubro de 2019
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Disputa de narrativas. Como se constrói o oeste baiano. O que sustenta a estrutura do desenvolvimento na região. Questões hídricas e agrárias. Foi isso que os agentes da rede Cáritas Regional Nordeste 3, integrantes da Missão Ecumênica, ouviram de moradores de algumas comunidades visitadas nesta sexta ( 04/10) em Correntina, Serra Dourada e São Desidério, no oeste da Bahia. São relatos fortes de violação de direitos, conivência do estado, ameaças, violência física e psicológica sofridas pelos povos tradicionais do cerrado baiano. “A tendência é piorar na atual realidade política do Brasil com acesso e liberação de armas” afirmou Carlos Pereira do Quilombo Lagoa do Peixe, Bom Jesus da Lapa.

Quando se fala do oeste da Bahia é necessário desconstruir alguns conceitos quando se trata da ocupação daquele território através de sistema que valoriza a monocultura diante de um vasto campo cultural e dos modos de vidas de suas populações. “A princípio um sentimento de impotência. Sofre muito mas com uma fé inabalável; É um povo de resistência com impressionante forma de organização”, relata Suzane Ladeia, agente Cáritas de Caetité ao visitar a comunidade de Porteira de Santa Cruz em Serra Dourada.

Enquanto organizações e entidades é preciso concretizar novas estratégias e não esperar somente pelas iniciativas do estado na resolução de questões agrárias, fundiárias e preservação do meio ambiente. Nem sempre o estado se posiciona a favor das comunidades.

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“Nos motivam cada vez mais a lutar em defesa dos povos tradicionais e resistir diante de tantas injustiças. Apesar de todas as violências sofridas, o povo organizado continua defendendo seu território” destaca Luciano França, da Cáritas de Ruy Barbosa após visitar Porteira de Santa Cruz.

Anderson dos Santos da comunidade Quilombola Brejão do Negros em Sergipe, destaca da sua vivência nas comunidades de Morrão e Derocal em São Desidério. “A gente viu muita coisa triste, achei importante o pessoal bater de frente com os empresários da região. É um povo resistente!Eu levo para os meus companheiros e companheiras a união e a coragem como exemplo a ser seguido”, diz.

Para Cátia Cardoso, secretária da a Cáritas Regional Ne3, a  missão é uma oportunidade única de, movidos por nossa fé libertadora, nos aproximarmos e construirmos uma aliança de solidariedade com o povo do Cerrado. “Povo que luta e resiste a muitas décadas movidos por uma fé profunda e por uma esperança que não morre nunca. Na nossa bagagem levamos o compromisso de ecoar os clamores pelo “direito a vida com dignidade” que escutamos nesse dias dos povos dos gerais”, afirma.

Nesta sexta (5/10) haverá lançamento do livro “Os Pivôs da discórdia e a digna raiva” uma análise dos conflitos por terra, água e território em Correntina, Bahia de autoria de Samuel Brito e Carlos Walter.No sábado (9/10) haverá um ato ecumênico em defesa das águas, como enceramento da missão ecumênica.

Por Alan Lustosa

Comunicação Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3

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