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Água é tema de Seminário no Quilombo Rio dos Macacos

09 de novembro de 2017
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A comunidade Rio dos Macacos realiza neste sábado (11\11) o seminário Água: território e racismo ambiental. O evento acontece no próprio quilombo e os interessados podem se inscrever através do e-mail inscricaoqriodosmacacos@gmail.com.

Dentre os destaques da programação está um momento dedicado ao depoimento de comunidades que tem casos de resistência pela defesa da água e em contraposição ao racismo ambiental.

QUILOMBO RIO DOS MACACOS – É uma comunidade de descendentes de africanos que estão nesse território há aproximadamente 200 anos.  Sua localização insere-se entre Salvador e Simões Filho, território onde na década de 70 foi instalada a Base Naval de Aratu da Marinha do Brasil. Esta área, ocupada tradicionalmente pela comunidade, pertencia, oficialmente, a Coriolano Bahia, que se apresentava como proprietário da “Fazenda Macacos”, local onde funcionava uma usina de açúcar.

A Fundação Cultural Palmares já registrou e certificou a declaração de auto definição da Comunidade de Rio dos Macacos como remanescente de Quilombo. O Diário Oficial da União publicou, no dia 18 de novembro de 2015, a Portaria nº 623, que declara como terras da comunidade remanescente do Quilombo Rio dos Macacos, em Simões Filho (Grande Salvador), uma área de 301 hectares, dos quais somente 104 hectares foram destinados para titulação de posse. Os outros 196,4908 hectares permanecerão sob administração da Marinha do Brasil, uma vez que, conforme a decisão, a área é de “interesse estratégico à defesa nacional” por já ser utilizada há décadas pela Marinha.

Nos 196,4908 hectares que ficarão sob administração da Marinha do Brasil, encontra-se uma barragem artificial e passa o “Rio dos Macacos”, fonte de água doce para a comunidade e seu grande referencial identidade. O Rio dos Macacos se constitui como parte essencial na relação identitária da comunidade com seu território de vida, sendo parte essencial para a sobrevivência da comunidade, tanto no que se refere à relação física quanto relacional e de sustento, principalmente para os pescadores e pescadoras artesanais. É importante destacar que essa é uma comunidade com perfil econômico centrado nas atividades de agricultura familiar de subsistência e pesca, ambas dependentes fortemente do acesso ao rio. Portanto, mesmo reconhecendo como uma vitória importante a demarcação de parte do território, a comunidade afirma que a luta pela sobrevivência das gerações futuras ainda continua necessária e urgente.

Ao longo dessas últimas décadas, a comunidade tem sido impedida de pescar, plantar, de criar animais, o que tem comprometido de forma significativa a sua soberania alimentar. Também durante esse período a comunidade foi impedida de circular livremente por seu território, sendo constantemente ameaçada em razão da simples entrada ou saída do mesmo.

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